sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

swollen and halo


Ulrika Spacek - Beta Male (The Album Paranoia, 2016)
Baroness - Swollen And Halo (Blue Album, 2009)
Converge - All We Love We Leave Behind (All We Love We Leave Behind, 2012)
Mutoid Man - Bridgeburner (Bleeder, 2015)
The Horrors - Count In Fives (Strange House, 2007)

[FREEZE!:// JIBÓIA - Masala (2016)]
London
Ankara
Oslo

Russian Circles - Batu (Empros, 2011)
Chelsea Wolfe - Carrion Flowers (Abyss, 2015)
Uncle Acid And The Deadbeats - Melody Lane (The Night Creeper, 2015)
10 000 Russos - Lokomotiv Gobi (10 000 Russos EP, 2013)


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

carnaval de todos os santos


Black Rebel Motorcycle Club - Whatever Happened To My Rock 'N' Roll (B.R.M.C., 2008)
The Bohicas - Swarm (The Making Of, 2015)
King Gizzard & The Lizard Wizard - Cellophane (I'm In Your Mind Fuzz, 2014)
Meatbodies - Disorder (Meatbodies, 2014)
Wavves - Paranoid (Afraid Of Heights, 2013)
King Tuff - Black Moon Spell (Black Moon Spell, 2014)
The Wytches - Gravedweller (Annabel Dream Reader, 2014)
Tortoise - Northern Something (Beacons Of Ancestorship, 2009).
Throes + The Shine - Quero Mexer (Rockuduro, 2012)

[FREEZE!:// JIBÓIA - Masala (2016)]
Lisboa
Luanda
São Paulo

Electric Six - Danger! High Voltage (Fire, 2003)
Eagles Of Death Metal - I Want You So Hard (Boy's Bad News) (Death By Sexy, 2006)
Shopping - Wind Up (Why Choose, 2015) trio londrino
Warpaint - Disco//Very (Warpaint, 2014)
Keep Razors Sharp - The Lioness (Keep Razors Sharp, 2014)
Julian Casablancas + The Voidz - Dare I Care (Tyranny, 2014)

domingo, 7 de fevereiro de 2016

FREEZE! : Jibóia – Masala [2016]


Esta semana o destaque FREEZE! faz-se em português com Masala, novo trabalho de Jibóia. Alter-ego de Óscar Silva, o encantador de serpentes regressa aos discos dia 8 de fevereiro, pela mão da Lovers & Lollypops.

Em Masala, Jibóia serpenteia entre continentes para cruzar ritmos, sabores, culturas e influências. De “São Paulo” a “Dubai”, sem esquecer “Lisboa”, são oito as paragens obrigatórias ao longo de 33 minutos de viagem. Masala vai buscar o nome à culinária indiana para criar uma mistura de especiarias, onde os ingredientes geográficos se respiram a cada acorde e precursão.

Depois da estreia em 2015 com “Badlav” (e um EP homónimo dois anos antes), Jibóia regressa com o segundo longa duração. Agora sem a voz de Ana Miró, a cobra troca de pele, mas mantém-se em modo duplo, juntando-se à bateria de Ricardo Martins. O álbum foi gravado nos Estúdios Sá da Bandeira, no Porto. Conta ainda com produção de Jonathan Saldanha, líder dos HHY & The Macumbas.

Masala é o destaque FREEZE! da semana. Para ouvir de segunda a sexta, entre as 14h e as 15h, no éter da Rádio Universidade de Coimbra.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Insanities

Mars Water: As the Tide Rolls In (Here We Are, 2011)
Falconio: On the Road (Features, 2016)
Feral Conservatives: Bus Driver (Here's to Almost, 2016)
Half Japanese: That's Right (Perfect, 2016)
: John Cale: Sanities (Music For A New Society, 1982, 2016)
The Underground Youth: Une Saison en Enfer (Mademoiselle, 2010)
Pedestrian: Unconscious (Healthy Ways to Die, 2015)

Freeze! Fat White Family - Songs for Our Mothers (Fat Possum 2016)
Duce
Tinfoil Deathstar

The Besnard Lakes: Tungsten 4: The Refugee (A Coliseum Complex Museum, 2016)
Tortoise: Gesceap (The Catastrophist, 2016)


Germana Fernandes



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

welcome the stranger bury the stranger


sonic jesus . lost reprise
spectres . blood in cups
the underground youth . dreaming with maya deren
protomartyr . why does it shake?

[freeze! fat white family . songs for our mothers
satisfied
we must learn to rise
freeze!]

the cult of dom keller . swamp heron blues
disappears . another thought
my disco . king sound
a place to bury strangers . deeper
the soft moon . insides

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Leave me alone





Ty segall & White fence - The black glove (Hair, 2012)
Thee oh sees - Web (Mutilator Defeated At Last, 2015)
Waves & Cloud nothings - How it’s gonna go (Life for Me, 2015)
Bass drum of death - Such a bore (Bass drum of death, 2013)
Jay reatard - Waiting for something (Blood Visions, 2006)

Destaque Freeze!: The Fat White Family - Songs For Our Mothers (2016)

Whitest boy on the beach
Duce
Love is the crack

Hinds - Garden (Leave me alone, 2016)
Parquet courts - Ducking and dodging (Sunbathing Animal, 2014)
Titus Andronicus - No future part IV (The Most Lamentable Tragedy, 2015)
Japandroids - Young hearts spark fire (Post-Nothing, 2009)
Pavement - In the mouth a desert (Slanted and Enchanted, 1992)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

FREEZE! : The Fat White Family - Songs For Our Mothers (Fat Possum Records, 2016)



Chamam-lhes rufias caóticos que não se conseguem controlar. Acusam-nos de aludir ao fascismo e de provocar o horror dos fãs quando se masturbam em palco. Há quem fique ofendido com as suas canções sobre pedofilia e há quem se revolte quando cantam sobre bombardear a Disneyland. Como é que eles respondem? Com um novo disco, que, segundo explicam ao The Quietus, é “mais pessoal e gráfico e tão honesto quanto possível”. “Queríamos ver se conseguíamos chatear mais as pessoas”, acrescentam. “É sempre divertido provocar pessoas”.

A resposta chama-se Songs For Our Mothers, segundo longa-duração de Lias (voz), Saul (voz e guitarra), Adam (guitarra), Nathan (órgão), Joseph (baixo) e Dan (percussão) enquanto The Fat White Family. E se o antecessor – Champagne Holocaust, de 2013 – fazia tremer os mais sensíveis, o novo disco, lançado a 22 de janeiro pela Fat Possum Records, veio provar que estes britânicos não só gostam de ver o mundo arder como têm todo o prazer em deitar lenha nessa fogueira.

Variado no conteúdo, o álbum apresenta influências do krautrock alemão, do space rock, mas também do folk e do pop mais sereno. As faixas Whitest Boy On The Beach e Tinfoil Deathstar, pelo ritmo acelerado e pelo balanço, contrastam com as mais negras e pesadas Duce e We Must Learn To Rise, onde se ouvem coros de crianças moribundas. Muito diferente destas é o belíssimo tema Goodbye Goebbels, que fecha o disco com um hino cantado à volta da fogueira, acompanhado apenas por uma guitarra acústica e um piano tímido.

Ao longo de todo o disco, contudo, a música está recheada de uma atmosfera de desconforto verdadeiramente inquietante. Os temas são densos, repletos de guitarras distorcidas, vozes a conversar em fundo, coros assombrados, instrumentos desafinados e sinos e órgãos de igreja com uns quantos tubos a menos. Se os The Fat White Family não vivessem de cerveja, heroína e rixas de bares que acabam com dentes a voar, seriam bem capazes do pop/rock mais acessível dos nossos dias. Mas é o interesse que mostram pelo caos, pela confusão e pela desordem que torna a sua música tão caraterística.

Deixemos que nos provoquem durante esta semana, no espaço Freeze! do Fahrenheit, de terça a sexta-feira, entre as 14h e as 15h, nos 107.9 da Rádio Universidade de Coimbra.