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domingo, 11 de fevereiro de 2018

FREEZE!: Ty Segall - Freedom’s Goblin (Drag City, 2018)



Em Freedom’s Goblin, lançado a 26 de janeiro, Ty Segall joga mais uma cartada do seu vastíssimo arsenal criativo.

Freedom’s Goblin aparece como filho mais maduro de Ty Segall, enquanto sequência lógica e harmoniosa desde o álbum homónimo de 2008, lançado na editora Castle Face de John Dwyer, passando por trabalhos como Goodbye Bread, Twins, a homenagem a Tyrannosaurus Rex de Marc Bolan ou as infinitas colaborações e projetos paralelos.

Com um cadastro tão extenso, Ty Segall volta a surpreender. Insere novos elementos na sua sonoridade, enquanto recorda ambiências que já lhe reconhecemos, conseguindo manter uma coerência invejável no decurso da sua curta, mas bastante prolífera, carreira discográfica. Pode-se efetivamente ouvir um pouco de cada trabalho passado, e a própria história de Ty Segall, na irreverência maturada de Freedom’s Goblin.

domingo, 26 de novembro de 2017

FREEZE!: King Gizzard & The Lizard Wizard - Polygondwanaland (2017)




Polygondwanaland, décimo segundo álbum do arquivo dos King Gizzard & The Lizard Wizard, quarto dos cinco prometidos para 2017 (no seguimento de Flying Microtonal Banana; Murder Of The Universe e Sketches Of Brunswick East, os dois primeiros também destaque freeze! na grelha passada), entra para a história da música. A banda australiana cede os direitos de lançamento -e potencialmente lucro- aos fãs, oferecendo para isso as dez canções e a artwork que o compõe nos mais variados ficheiros e formatos, e ainda instruções quanto à sua materialização. «This album is FREE. Free as in, free. Free to download and if you wish, free to make copies. Make tapes, make CD’s, make records. Ever wanted to start your own record label? GO for it! Employ your mates, press wax, pack boxes. We do not own this record. You do. Go forth, share, enjoy», referem na sua página de facebook.

Stu Mackenzie e companhia continuam na sua senda de conceber um projecto como lógico e coeso de início ao fim, sendo que se insere igualmente de forma imaculada na sua discografia. Particularidades já dadas como adquiridas antes de ouvirmos um trabalho da banda de Melbourne.



Polygondwanaland, destaque Freeze! esta semana no Fahrenheit 107.9, pelas 14 horas na Rádio Universidade de Coimbra.


domingo, 19 de março de 2017

Freeze! - Spectres-Condition (Sonic Cathedral, 2017)



No passado dia 10 de março, dois anos após o seu aclamado álbum de estreia “Dying”, os Spectres regressam aos discos com “Condition”. O segundo longa duração da banda de Bristol, mantém a toada desafiante e as (des)melodias noise com que nos habituaram, continuando assim a fazer jus à descrição usada na sua página de bandcamp, originária do jornal Stool Pigeon, “Like Sonic Youth from the bowels of a haunted well”.

Depois de em 2016 a banda britânica ter surpreendido com o lançamento de um álbum de remixes do seu querido “Dying”, Joe Hatt, vocalista e guitarrista, revela que estavam ansiosos por regressar às experiências com as guitarras. Enfâse na experimentação, como o frontman afirmou à editora Sonic Cathedral, para este álbum o grupo estava ainda menos interessado em tocar guitarra usando os meios corriqueiros, dedicando-se neste projecto a mais experiências com os sons que poderiam obter, com os amplificadores e pedais no limite, deixando o feedback fazer a conversa.


De Bristol para a Rádio Universidade de Coimbra, “Condition” esta semana em destaque Freeze! no Fahrenheit 107.9.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Uniform - Wake In Fright




Wake In Fright marca o regresso aos discos pelos Uniform, o primeiro longa duração pela Sacred Bones Records sucedendo a Perfect World e ao EP Ghosthouse editado no ano passado (já pela editora nova iorquina). No mais recente trabalho do duo formado por Ben Greenberg e Michael Berdan podemos esperar o mesmo registo agressivo e vigoroso, já seu apanágio. Em Wake In Fright, segundo os próprios, a dupla inspira-se na exploração angustiante da automedicação pintada pelas cores da guerra, os efeitos destas e na falta de reacção e respostas para essas disputas. Nas 8 canções Greenberg e Berdan contam-nos histórias de pessoas absorvidas pelo caos, os seus remédios já não surtem efeito, os seus modos de vida já só lhes causam confusão e desespero, sentem-se paralisados pelo medo, culpa e crises existenciais. Greenberg acrescenta ainda que espera que este disco ajude quem o ouvir, a transcender a mesma raiva e frustração pelo qual a banda passou no processo de composição.


Assim o segundo álbum da banda de Nova Iorque encaminha-nos a essa atmosfera conflituosa, sendo as reflexões e respostas perante a violência, caos, ódio e destruição que (n)os envolve. Wake In Fright em destaque esta semana no Fahrenheit 107.9.