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sexta-feira, 9 de março de 2018

Time & Space: My Conscience Doesn't Weights A Ton. Solid State: Real, Bitter, Black & Dead. Steppin' In Warm Ambition


(2018) Black Rebel Motorcycle Club - Spook
(2018) The Kills - Steppin' Razor
(2018) Straylings - Warm Ambition
(2018) Dead Meadow - Nobody Home

FREEZE! Turnstile - Time & Space (2018) Roadrunner Records
Real Thing 
I Don't Wanna Be Blind
(Lost Another) Piece Of My World

(2017) Glassjaw - My Conscience Weighs A Ton
(2018) Dead Vibrations - Bitter Better Way
(2018) FRIGS - Solid State
(2018) Suuns - Make It Real

Sonya SP
Podcast!

terça-feira, 6 de março de 2018

The Evil One


Type O Negative - Anesthesia;
Moonspell - Lanterna dos Afogados;
Escaping Amenti - The Gathering;
Dawn of the 7th Sky - Persecuted;
Kroh - Moriah;

>Freeze!<
Turnstile - Can't Get Away;
Turnstile - Come Back for More: H.O.Y;
Turnstile - Right to be;
>Freeze!<

Desolation Angels - Devil Sent;
Soom - Burned Out.

                                                               -Bernardo Matos, Terça-Feira/Tuesday 06/03/2018

domingo, 4 de março de 2018

FREEZE!: Turnstile - Time & Space (Roadrunner Records, 2018)


Apesar de ser sempre uma cultura que gera constantemente tanta resistência como choque, o punk sempre foi caracterizado pela sua energia, independentemente da sua manifestação ou cariz temático. Apesar de constantemente renovado por colectivos como The Clash ou Hüsker Dü, o seu vigor musical manteve-se sempre vivo graças ao alento dos artistas que se recusaram a deixar esmorecer o fogo. Labaredas essas que na metade posterior da década de 90 foram afectadas por ventos de mudança, quando um número infinito de bandas surgiu com o intuito de mesclar as sonoridades agressivas do punk com os ganchos apelativos da música mais comercial. Essa fusão levou eventualmente à criação de estirpes sonoras que por sua vez originaram novos géneros musicais, encabeçados por projectos tão distintos como Rage Against The Machine, Beastie Boys ou Rancid

Foi a partir dessa era musical dourada ou rasca (a doutrina ainda hoje diverge) que os Turnstile foram criados e educados. Pegando como ponto de partida as discografias de NOFX ou Agnostic Front, o seu campo de influências parece querer desenvolver-se apenas até outros sub-géneros musicais como o reggae dos Bad Brains ou o nu-metal dos System of a Down. Como tal, o seu nascimento musical pode parecer à primeira vista como atardado ou até mesmo algo imaturo, mas essa imaturidade do quinteto de Baltimore traduz-se numa irreverência bastante compensadora nas lacunas experimentais da sua sonoridade. Aliás, o espírito vanguardista da banda fez-se sentir um pouco em demasia no seu LP de estreia "Nonstop Feeling", talvez por receio de se colarem ao som característico da cena hardcore nova-iorquina. Mas em "Time & Space", o influxo radicalista dos norte-americanos é certeiro, trazendo à memória um dos grandes marcos musicais do post-hardcore: "The Shape of Punk to Come" dos Refused

No entanto, o grande mérito deste novo disco de originais assenta precisamente no carácter despretensioso dos Turnstile. Sem grande morais político-sociais ou filosóficas, o intento do grupo neste disco parece ser o de evocar tempos em que a música aderente aos mosh pits centrava-se não tanto nos manifestos sérios de Zack de la Rocha ou Henry Rollins, mas nos videoclips jocosos protagonizados pelos blink-182. É pois um esforço sucinto que nem chega sequer perto de reinventar a roda, mas relembra quão refrescante pode ser uma viagem feita a mil à hora, a qual poderão comprovar nesta semana de pós-aniversário da Rádio Universidade de Coimbra, de segunda a sexta das 14h às 15h.

Pedro Nora